domingo, 25 de julho de 2010

Reflexos

Abriu os olhos mas não deixou o mundo que estava por trás de suas íris se dissipar, nele ela sorveu as lembranças como se fosse a ultima vez que o fizesse, no entanto, a moça sem nome tinha consciência do retorno para o local nos séculos subseqüentes.

Plantou seus pés no chão e repassou mentalmente todos os sinônimos para início que tinha conhecimento “era uma vez, começo, principio...” nenhum deles se adequava senão um único que palpitava em suas mãos: “fim”.

Fim - a água escorria pelo seu rosto alvo- não havia melhor termo que este, como em flashes surgiram beijos, sorrisos, olhares... Pequenas coisas secretas que enraizaram uma sensação de ser mulher tão grande e inexplicável que nem a ausência de empatia conseguia mudar isso.

Então a moça ou mulher ou o que for de sua preferência correu, correu desesperadamente, até que se chocou em você. Sua estatura excedia a dela, seus ombros eram mais largos, seus lábios mais atrativos e sua imponência... Gigantesca.

Seguindo a lei da ação e reação ela se sentiu pequena, ela se sentiu, talvez, da forma que realmente fosse: uma criança sem colo. E como por consentimento alheio seu nome foi proferido e a moça, agora com nome, via o desvendar de um início dentro dela.

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