Mórbida enclausurada em paredes de ferro
O que fere e destrói a vida que bate no centro é saber o quanto em vão o foi debater-me
Por este corpo temporário encravaram-se hematomas e unhas continuamente a corroer-me
Não pude deter a própria ação dos teus e meus movimentos
Foi tão mordaz de forma que nem os mais cândidos ungüentos me livram destes intrépidos pensamentos
São inexistentes as sombras devaneadas por estas pupilas
A escoria deixada em meus traços, no entanto, tão longe de ser sombra distante de ser sonho
E então por segundos mínimos e sutis imagino tudo lindo
Imóvel, em transe, me invoca o que de fato é a verdade
Sou um pássaro com asas cortadas e olhos sangrentos, e quando vejo, vejo em parte: vejo o carmim sobre a realidade
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