Não desdenhe
Nem ria-se da menina
Posto ser tão ingênua e mal tratada
Seus cabelos uma fachada
Seu olhar uma fantasia imaculada
E seu sorriso, ah seu sorriso, mentiroso e incapaz de expressar uma pérola de alegria
Não tortures a pobre criança
Nem gires ao seu redor como o sol o faz com a Terra
Pois seu desespero já se alastra
E seu corpo treme a agonia
Vejo seus lábios sussurrarem gritando, implorando, que a deixe sozinha
Contorcem-se seus dedos soltos pelo ar
Abate-se a vida ofegante de lutar
[...]
Findou-se o fôlego
Morte num silêncio amargo
Tristeza regada pela aspereza de lágrimas
Eis ai seu asqueroso fardo
terça-feira, 4 de maio de 2010
Pesadelo
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário