domingo, 9 de maio de 2010

Sonoridade Forasteira

E de manhã ziguezagueando
Indo longe pra Amsterdã
Sendo tolo fugindo amando
Insano correndo andando
Partiu privado de sua fatia o amanhã

E a tarde ziguezagueando
Volta voltando sozinho
Corroendo de encanto e carinho
Que sobram dois em um juntinho
Cosendo vil cantos secretos
Nascendo mil sussurros discretos

E de noitinha... zigue, ziguezague, ziguezagueando
Foi-lhe encolhendo feito feto
Virou menino sem teto
Virou criança sem mãe
E donzela sem afeto

Lá ao longe então se vai, uma bolsa e mãos vazias, sem rumo pelo mundo
Aquele partido taciturno com seu fardo parte alma acorrentado
Assoviando melodias em tom calado
Em seu ziguezagueado ritmado

Um comentário:

  1. lindo lindo lindo lindo! mil vezes lindo (:
    ainda digo que você vai ser famosa por estes versos tão bonitos que parecem fazer parte de você e sair tão livre quanto saem os suspiros!
    eu te amo e te admiro muito!

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