Não sinto cheiroÉ esta a minha doença
Anonimato no teu apego
Descrença nessa sua crença
Ódio devasso [...]
Sua pele macilenta e flácida reage com minha existência ácida
Segurança na distância imposta
Ardência na espera de uma futura proposta
Eu encolhida nessa viga que já fora vida
Umidade, tato molhado fios regados
Zumbido dentro, zumbido fora
Vai e volta, sobe e desce, ri e chora
Então chove, chove, chove
Não sinto cheiro
Vou ao médico: “nem remédio há que lhe receite, conte até três e aceite”
Nascer em outro tempo, ter vivido meio herói meio cangaceiro
Numa fatia arrogante de deleite
Interrogo aos céus, mar ou a qualquer coisa que escutar primeiro
Posso eu sentir o seu cheiro?
que vidro concreto! :D
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